Promoção: Ressaca Bienal 2014




Olá  pessoal tudo bem, a Bienal acabou mas alguns blogs ficaram "meio" que de Ressaca, por isso eles se reuniram para sortear alguns lançamentos para 4 sortudos, leiam as regras de participação e descrição dos prêmios com atenção e boa sorte!

Regras 
 Quanto mais entradas preencher mais chances de ser o felizardo.

Ter endereço de entrega no Brasil;

Compartilhar o link do sorteio acima no facebook com Hastag #sorteioressacabienal2014

Início 19/09/2014 término 19/10/2014, um e-mail será enviado ao ganhador, passando o prazo de 48hs sem retorno dos dados o sorteio será refeito.

Nome e e-mail válido nos comentários do post do sorteio para validar! (Obrigatório)

O livro será enviado pelos Blogs participantes no prazo máximo de 40 dias.

Após o envio o código de rastreio será informado, e não nos responsabilizamos por endereço incompleto ou errado informado pelo sorteado, extravios, perda, avarias ou greve por parte dos correios.

Descrição do prêmios
O sorteio será feito aleatório, a ordem  os kits não podem ser trocados ou alterados.

1° Sorteado
Livros, a Janela da Imaginação - Sombras da primavera 
Meu Mundinho Fictício - Cretina irresistível 
Por uma boa leitura - Silo



2° Sorteado
Garota Liber - Trono de Vidro - Coroa da meia-noite
Livros e Chocolate Quente - Maluca por Você + marcadores



3° Sorteado
Papo Entre Páginas -Os Mistérios de Warthia 
Livros y Viagens - Se eu Ficar



4° Sorteado
Cantinho de Leitura da Mari - Amora + kit de marcadores
Coração de Tinta A Maquina de contar histórias



a Rafflecopter giveaway

Resenha #122 - Desaparecidos: Esconderijo Perfeito - Meg Cabot - Editora Galera Record

Título: Desaparecidos - Esconderijo Perfeito
Autor(a): Meg Cabot
Editora:  Galera Record
ISBN: 978-85-01-08819-2
Ano: 2013
Páginas: 287


Sinopse: Quando Amber Mackey desapareceu, Jess estava de férias.
Só que agora todo mundo na Ernest Pryle High School culpa a Garota Relâmpago pela morte brutal da líder de torcida. No entanto, Ela se sente totalmente isenta de qualquer responsabilidade. Afinal, como poderia ter impedido que a garota aparecesse morta se nem mesmo sabia sobre seu desaparecimento? Além disso, tinha que manter o segredinho sobre seus poderes a salvo. Mas quando outra líder de torcida também some do mapa, Jess tem a chande de se redimir. E, de repente, de ainda se tornar popular.


Em Esconderijo Perfeito, Jess volta com tudo... Ou completamente acusada inocentemente.

Enquanto estava de férias com sua melhor amiga Ruth, um assassinato ocorreu envolvendo a líder de torcida mais popular da escola. Desesperados para encontra a preciosa Amber, várias pessoas ligam para a casa de Jess a fim de pedir sua ajuda psíquica.

O problema, é que Jess não estava em casa. 

Quando ela, enfim, volta. Ela acha que o primeiro dia de aula será como qualquer outro, normal. 

Ao chegar na escola, ela nota que Amber está atrasada e, ao constatar este fato em voz alta, as pessoas passam a olhar mais torto ainda pra ela, e então ela descobre sobre a forma misteriosa como Amber desaparecera e depois fora encontrada morta num poço.

É claro que o primeiro dia de aula desmorona e logo la é a odiada número 1 da escola.

Mesmo não sentindo nenhuma responsabilidade por tal acontecimento, Jess começa a pensar em quem faria tal coisa.

Quando outra líder de torcida desaparece, a Garota Relâmpago tenta se redimir por não ter salvado Amber, porém, o que era pra ser apenas uma ajudinha básica, acaba virando uma grande confusão.

Agora, Jess terá que ajudar não apenas a nova menina desaparecida, mas o FBI que, é claro, está tentando desvendar este caso (e também vigiar para ver se Jess realmente perdeu os poderes como diz).

O que era pra ser uma semana tranquila vira a maior confusão. Jess agora terá que se esforçar para continuar fingindo não ter poderes e tudo fica mais confuso ainda quando os agentes federais envolvem seu irmão, Douglas, no caso de Amber. 

Esse é de longe um dos meus livros favoritos da série! O suspense predomina nas páginas e em algumas cenas você perde o fôlego!

Jess continua muitíssimo espirituosa e divertida. Sem papas na língua ou medo de se meter em encrencas por seu temperamento quente, ela comanda o livro com bom humor e bastante ação.

Tentando a todo custo chamar atenção de Rob, seu amor platônico (ou talvez não tão platônico assim), ela mergulha de cabeça no misterioso caso de Amber.

No início do livro eu senti um pouco a narrativa, afinal, a primeira vez que li o livro eu devia ter a idade de Jess, 16 anos. Então é óbvio que o livro tem uma pegada bem mais teen como todos os livros YA de Meg Cabot.

A escrita dela nessa série é bem coloquial e informal o que me deixou um pouco desconfortável, não sei se pelo fato de eu já ter passado dessa idade ou por, atualmente, estar mais acostumada com a forma escrita de livros New Adults ou de uma narrativa mais formal.

Porém, não é nada que faça a gente se descabelar como foi o caso de Codinome Cassandra, onde as inúmeras gírias me irritaram profundamente. Acredito que Meg Cabot, foi amadurecendo a personalidade de Jess a cada livro, mesmo o tempo de um volume para outro ser curto.

Rob está mais presente neste livro também, o que me fez ter uma visão melhor do "casal" e da química deles. Fiquei bastante satisfeita com o envolvimento dos dois nesse livro, não foi nada forçado, mas também não foi nada muito apressado. Foi tudo no tempo certo e eu adoro quando isso acontece, pois dá uma sensação mais real.

Super recomendo essa série para todos os fãs de A Mediadora.
Conheçam a história de Jessica Mastriani, vale muitíssimo a pena!


Resenha #121 - A namorada do meu amigo - Graciela Mayrink - Novo Conceito

Título: A namorada do meu amigo
Autor (a): Graciela Mayrink
Editora: Novas Páginas
ISBN: 9788581635637
Ano: 2014
Páginas: 336

Livro recebido em parceria com a editora
Sinopse: Quando voltou das férias de verão, Cadu não imaginava a confusão em que a sua vida se transformaria. Era para ser um ano normal, mas ele entrou em uma enrascada e está correndo o risco de perder a amizade do cara mais legal do mundo. O que fazer quando a namorada do seu amigo vira uma obsessão para você? Os churrascos da turma da faculdade talvez ajudem a esquecer Juliana, e, se depender do esforço do divertido Caveira, não faltarão garotas gente boa para preencher o coração de Cadu. Mas não adianta forçar... Quem consegue mandar no coração? Alice, a irmã de Beto, é só mais uma das dores de cabeça que Cadu tem que enfrentar. A vida inventa cada cilada!

Novamente me senti um tolo, um idiota. E fiquei com raiva por sentir aquilo tudo. Muita raiva, porque naquele momento percebi o que estava acontecendo comigo: estava começando a me apaixonar pela namorada do meu amigo e não conseguia evitar que isso acontecesse. Por mais que eu tentasse, não conseguia parar de pensar em Juliana desde que a revi.

A namorada do meu amigo é o segundo livro da autora Graciela Mayrink lançado pelo selo Novas Páginas da Editora Novo Conceito. Assim que eu soube do lançamento do livro fiquei empolgada, sou fã da Graciela. Amei seu primeiro livro, "Até eu te encontrar", já resenhado aqui no CdT. Adorei a premissa do novo livro e se tratando de Graciela as chances de eu amar o romance eram enormes. Não deu outra, me rendi aos encantos de uma história simples e encantadora. 

Cadu, Caveira e Beto são amigos inseparáveis desde sempre e por isso foram apelidados de "Os Três Mosqueteiros". A paz do trio só era perturbada na infância pela presença de Juju, a vizinha alguns anos mais nova que o trio. Juju sonhava em ser o D`Artagnan desse trio, mais como todos os meninos na idade de 12 anos, o trio era cruel. Juju vivia dizendo que iria casar com Cadu, porém o que Cadu mais gostaria de ver, era a aquela menina magricela longe, muito longe dele. Para a alegria do trio, Juju teve que mudar de cidade e Os Três Mosqueteiros viram seus mais íntimos desejos serem realizados, enfim estavam livres de Juju.

É assim que começa a história de amor, traição e acima de tudo amizade de A namorada do meu amigo. Após oito anos a amizade do trio se consolidou e ficou mais forte, Cadu, Caveira e Beto continuam inseparáveis. Beto e Cadu até fazem faculdade de direito juntos. A convivência diária desse trio só é quebrada em época de férias. Cadu após a separação dos pais viaja todos os anos para Floripa, onde sua mãe mora agora. Nas férias desse ano não foi diferente, após ter sido intimado pela namorada a escolher entre Floripa e ela, Cadu viaja para Floripa solteiro, e passa três meses por lá. Ao voltar para Rio das Pitangas - Minas Gerais, Cadu é surpreendido pelas novidades: Juju está de volta à cidade e está namorando seu melhor amigo, o Beto.

Para o azar de Cadu, Juju que agora é Juliana, não se parece em nada com a menina magricela e chata que deixou Rio das Pitangas há oito anos, Juliana cresceu, é uma menina linda, simpática e meiga, dona de um sorriso que faz com que o coração de Cadu dê várias cambalhotas dentro do peito. Desde o dia em que Cadu coloca os olhos em Juliana, ele não consegue mais não pensar na ex-amiga. É proibido, é desleal, contudo os sentimentos de Cadu são mais fortes do que ele poderia imaginar, Juliana simplesmente arrebata o coração do rapaz. Agora ele tem que lidar com o fato dela ser, nada mais nada menos, que a namorada do seu melhor amigo.

Não se pode deixar nada nesta vida sem tentar, para depois não se arrepender.

Podem me julgar, mas eu adoro um triângulo amoroso. Amei a maneira que a Graciela conduziu o tema, o fato da história ser narrada pelo Cadu não deixou o livro meloso, conseguimos entender as frustrações e os medos de Cadu em relação aos seus sentimentos. Ter a visão da história por olhos masculinos fez toda a diferença. Acredito que o exercício de se colocar no lugar do menino para contar a história deva ter sido um desafio para a Graciela. O bom é concluir que ela se saiu muito bem, o livro ficou leve e fluído. O time dos acontecimentos foi perfeito, nem rápido demais nem lento demais, tudo na medida certa.

Eu sou uma pessoa que prezo muito a amizade, e gostei muito de ver a cumplicidade do trio. Mesmo Cadu passando por uma fase “amigo da onça”, ele sempre se preocupou em não magoar o Beto. Serei sincera, no começo eu julguei o Cadu, achei erradas as atitudes dele, o fato dele trair a confiança do amigo, mesmo sabendo que o amigo era apaixonado pela namorada. Porém com o desenrolar da história Cadu foi me convencendo, afinal não escolhemos por quem nos apaixonamos, e ainda não criaram uma pílula de amar e  de deixar de amar. Questões do coração são sempre complicadas.

A autora conseguiu criar personagens verdadeiros, até mesmo os personagens secundários são encantadores, minha única ressalva é sobre a personagem da Juliana, por ela ser a figura central da trama a senti um tanto apagada na história, gostaria de conhecer melhor a personagem, meninos são muitos sucintos em suas narrativas. O ponto alto da história com toda certeza é o laço de amizade genuíno entre todos os personagens, mais do que um livro sobre uma história de amor, A namorada do meu amigo é um livro sobre a amizade. O final do livro me surpreendeu demais, a Graciela soube de forma brilhante fugir do óbvio. 

A narrativa da Graciela é envolvente, você lê as 336 páginas desse livro sem nem mesmo perceber. Não é um livro arrebatador daqueles que te tira o fôlego, é um livro cadenciado com diálogos simples. Uma leitura leve e despretensiosa, que cumpre muito bem seu papel de entretenimento e ainda nos traz uma bela lição sobre a amizade. A Graciela Mayrink é uma das autoras mais promissoras da nova safra de autores nacionais e eu sempre indico a leitura do seu primeiro livro, não seria diferente com A namorada do meu amigo, leiam!!! Vale muito a pena.

Os momentos de decisão são importantes em nossa vida, mas nem sempre significam algo bom ou fácil.





Resenha #120 - Outlander: A Viajante do Tempo - Diana Gabaldon - Saída de Emergência

Título: Outlander - O viajante do tempo
Autor (a): Diana Cabaldon
Editora: Saída de Emergência Brasil
ISBN: 9788567296227
Ano: 2014
Páginas: 799

Livro recebido em parceria com a editora
Sinopse: Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.
Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?

Outlander é uma série de livros muito bem falada. Sempre ouvi coisas boas a respeito dos livros e da escrita da autora. Com o seriado chegando o burburinho só aumentou, e junto veio o relançamento dos livros pela Editora Saída de Emergência. Logo que eu descobri sobre isso, já gritei: PAAATY EU QUERO! 

Claire Beauchamp teve uma criação bastante incomum. Ela era pequena quando seus pais vieram a falecer, e com isso sua guarda fora transferida para o seu Tio Lamb. Ele era um arqueólogo e sua vida se resumia em incontáveis viagens a procura de sítios arqueológicos e coisas do gênero. 

Com o passar dos anos Claire conheceu Frank Randall, um dos alunos do seu tio, e dali surgiu uma paixão que terminou em casamento. Sua vida de casada fora interrompida pela chegada da guerra, com ambos seguindo caminhos contrários. Claire passou a ser uma enfermeira, lidava com a morte no seu dia a dia, viu de tudo um pouco. Anos se passaram e o fim da guerra chegou, trazendo promessas de boas notícias e enfim uma boa vida.

Frank decidira viajar com Claire para a Escócia, assim poderiam ter um tempo só para eles, como uma segunda lua de mel. Sua viagem para aquelas terras distantes também possuíam outro interesse. Recentemente Frank descobriu que as ações de um dos seus antepassados, Jack Randall, fora importante para aquela região, e decidiu estudar a história do lugar. Depois da guerra um dos interesses de Claire era a botânica, e nas highlands Escocesas o número de plantas raras era bem grande.

Em um determinado dia, Claire descobriu a existência de um círculo de pedras nas redondezas da cidade de Inverness. A superstição era muito forte naquele lugar, acreditava-se que o círculo possuía algum tipo de poder. Ela também descobriu que ali era feito rituais druidas, e que algumas mulheres da vila, mesmo nos dias de hoje seguiam com a tradição. Quando Frank descobriu sobre o lugar, ficou encantando e maravilhado, e convenceu Claire a levá-lo e ambos presenciaram um dos rituais. Era uma espécie de dança coreografada, muito bonita de se ver. 

Em outro momento, Claire voltou ao círculo de pedras, no intuito de colher algumas das plantas presentes. Sua atenção foi tomada por um estranho barulho, ao examinar o local, percebeu que vinha de uma das pedras. Ao tocá-la Claire sentiu uma das piores sensações de sua vida, parecia que tudo estava girando, e quando deu por si, estava deitada na terra. Ao levantar não conseguiu achar seu carro e começou a andar pela floresta.

Claire percebeu alguma movimentação no local, e os indivíduos usavam roupas do século XVIII. Seu primeiro pensamento fora que alguma espécie de encenação estava sendo feita, mas os barulhos de tiros pareciam bem reais. Ao tentar sair de perto, ela esbarra com um oficial inglês, e para sua surpresa, era Frank. Sua felicidade vai embora rapidamente, pois o suposto Frank tenta estupra-la ali no meio do mato, só não conseguiu por que fora salva por outro homem.

Ela foi levada para uma cabana. Lá vários homens estavam reunidos e um deles estava ferido, os demais tentavam colocar seu ombro no lugar, mas de uma forma completamente errada. A experiência médica de Claire falou mais alto, e ela decidiu ajudar o rapaz, mesmo tendo que enfrentar os homens do local. Todos ficaram alarmados com os modos da mulher, mas saíram do caminho, pois aparentemente ela sabia o que estava fazendo. 

Claire não sabia o que tinha acontecido. Tudo indicava que ela estava no século XVIII, em que ano não fazia ideia e não tinha para onde ir. Tentava ao máximo se lembrar de toda a informação que seu marido lhe contara sobre aquele período histórico. Esse tipo de informação seria extremamente necessário para sua sobrevivência. Ela fora levada para o castelo Leoch, lar dos governantes do clã Mackenzie. E ali, o seu destino seria decido.

Se você curte romances e romances históricos, definitivamente esse livro é para você. Uma montanha de emoções que deixa qualquer leitor doido. Você ri, chora, sofre e passa muita raiva durante a leitura das 799 páginas que compõem o livro.

A narrativa é feita em primeira pessoa pelo ponto de vista da Claire. O texto é bastante denso e descritivo, mas a história te suga de tal forma que você não consegue parar de ler. Eu demorei quase duas semanas para efetuar a leitura, e isso por que estava sem tempo. Toda vez que pegava o livro, eu não queria parar de ler, e como na maioria das vezes em que eu estou lendo no ônibus, eu tinha que prestar atenção para não perder o ponto de descida. 

Os personagens são incrivelmente bem caraterizados. Todos possuem uma bagagem emocional gigantesca, sem falar na experiência de vida, mesmo nos mais novos. Diana consegue transmitir para o leitor a personalidade forte de cada um, mesmo dos secundários. A vida no século XVIII era muito mais simples, mas as pessoas eram muito mais honestas e diretas. Com isso, percebemos a enorme pesquisa dos costumes que a autora teve antes de começar a escrever a obra. Os personagens parecem que vão pular das páginas de tão reais e humanos que são.

Claire que é a protagonista já era uma mulher a frente de sua época em 1945, imagine no século XVIII? Ela é forte, decidida e não leva desaforo para casa. Esse tipo de atitude numa época onde a mulher era submissa ao homem, e não tinha voz ativa é um tanto quanto problemático. Claire apesar da inteligência e do conhecimento dos costumes da época, não consegue segurar a língua e abaixar a cabeça em diversas situações, seu sangue ferve com algumas coisas que presencia e essa situação que pode coloca-la em risco.

Jaime é a "estrela" do livro. O próximo marido literário, como a Patty adora falar, de vocês leitoras rsrs. Sua descrição física é um tanto batida. É o cara alto, forte e guerreiro, todas as mulheres o desejam. O que destacou o personagem foram outras qualidades de sua personalidade. Ele é incrivelmente inteligente, apesar de ser novo, já vivenciou bastante coisa, fala diversos idiomas, é carismático e bastante altruísta, fato que às vezes chega a irritar um pouquinho. Sua condição atual não é muito favorável, mas isso não faz com que o sorriso brincalhão saia de seu rosto.

O romance foi abordado de um jeito bacana. Os personagens possuem uma química incrível, e a união entre os dois foi feita por motivos de necessidade. A atração física é nítida logo de início, mas a relação vai se aprofundando no decorrer da história. 

Diana não mede esforços quando se trata de fazer os personagens sofrerem. Ela criou personagens incríveis, e que qualquer um vai se apegar, para depois começar a cortar, esfaquear, torcer e entortar e junto com eles, o seu coração. Você se apega aquele pequeno vestígio de esperança, para duas páginas depois perceber que algo ainda pior está chegando. Existem muitas cenas de sexo e violência, algumas torturas são bem difíceis de engolir, e não é para qualquer um.

Em vários momentos da narrativa ficamos presos aos devaneios de Claire. Ela forma diversas teorias para tentar entender o que de fato aconteceu com ela. Em diversas situações ela fica relutante em tentar alterar qualquer coisinha, por conta da viagem do tempo, ou até mesmo, por conflitos religiosos. A dúvida em relação a Frank é bem constante. Meses se passam desde que ela viajou no tempo, mas ela nunca deixa de pensar nele.

A Viajante do Tempo é o típico primeiro livro de uma série. Temos a apresentação dos personagens, do estilo de vida, dos cenários e uma pequena ideia dos conflitos políticos e históricos que vão ser trabalhados no decorrer da trama, essa parte fica bem em segundo plano, o foco principal da narrativa, é a relação entre os personagens e como Claire está lidando com sua nova realidade. Em momento algum o livro se torna enfadonho, pelo contrário, quando você está lendo uma história rica em detalhes e muito bem escrita, com personagens incríveis, 799 páginas se tornam pouca coisa, ainda bem que temos muitos livros pela frente. Estou bastante ansioso com a continuação e para o desenvolvimento da parte histórica.

Durante a leitura eu acabei decidindo começar a assistir o seriado. E posso afirmar a vocês que a adaptação está perfeita! Caso você não tem tanta certeza se vai ou não gostar, assista a série e depois decida se quer ou não ler, eu amei, e quero mais. Recomendo fortemente essa leitura.










Resenha #119 - O Assassino Relutante - Eoin Colfer - Galera Record

Título: Prata: O Assassino Relutante
Autor (a): Eion Colfer
Editora: Galera Record
ISBN: 978-85-01-04766-3
Páginas: 352

Livro recebido em parceria com a editora
Sinopse: Chevie, 16 anos, era agente mirim do FBI até o programa sair um pouco do controle. Trabalhando agora para Programa de RelocAção de Testemunhas Anônimas, enquanto a poeira do seu fracasso abaixa, ela acha que tudo o que precisa fazer é ficar de olho o dia todo numa máquina do tempo esquisita. Mas tédio é o que menos ela consegue quando, junto ao infeliz Riley, precisa fugir de um assassino em série da era vitoriana que os persegue através das épocas.

Os infantojuvenis estão sempre presentes na minha lista de leituras. Eu nunca tinha lido nada do Eoin, mas tenho muito interesse na série Artemis Fowl. Depois de ler O Assassino Relutante, meu interesse pelos outros livros do autor aumentou exponencialmente.

Londres 1898
Albert Garrick foi um homem famoso. Ele era conhecido como o grande Lombardi, um ilusionista bastante talentoso. Seus dias de palco chegaram ao fim, quando em um dos números de seu espetáculo, o serrar a assistente, ele de fato o fez. O gosto que sentiu ao ver a vida se esvaindo do corpo da jovem, era muito grande para ser ignorado. Garrick tinha um jovem aprendiz, Riley. Ele criara o garoto para seguir os seus passos. Hoje seria o primeiro assassinato da criança, a sua iniciação. 

O alvo dos dois era um velho. Nada indicava que o homem tinha alguma importância, a não ser o dinheiro, mas a sua morte fora encomendada e era isso que eles iriam fazer. Na hora de cumprir o combinado Riley hesitou. Ele não era igual à Garrick, ele não sentia prazer naquilo, mas se não o fizesse sofreria as consequências. O velho tentara argumentar dizendo que se o matassem, homens com armas especiais iriam atrás deles.

Garrick cansado de esperar decidiu efetuar o trabalho por conta própria. Pegou no braço do garoto e o forçou a cravar a faca no velho. Em seguida, algo extraordinário aconteceu. Várias luzes começaram a envolver o corpo do homem e junto com ele Riley. Em poucos segundos ambos tinham desaparecido. Garrick ficou entusiasmado. Por toda a sua vida ele procurara a magia, e hoje ele vira o primeiro vestígio de que ela de fato existia. O velho tinha dito que homens iriam a sua procura, então decidiu que iria esperar, e assim roubar a sua magia.

Londres atualmente.
Chevron Savano, 16 anos. Era uma agente mirim do FBI. Há um tempo eles decidiram criar uma unidade que utilizava jovens agentes. Alguma coisa não deu certo, e todos os membros do time foram demitidos, menos Savano. Hoje, ela está sendo transferida para o módulo PRATA, Programa de Relocação de Testemunhas Anônimas. Savano tem que reportar suas atividades para o Agente Laranja. Sua função é observar e proteger o módulo PRATA. Ele está vazio há 30 anos, mas é preciso vigilância constante.

Savano não sabia que suas horas de tédio teriam um fim rapidamente. Muitas coisas aconteceram ao mesmo tempo, tremores, quedas de energia, etc. Tudo indicava que o foco de tudo aquilo era o prédio onde ela se encontrava. Ao descer onde o módulo PRATA estava, ela percebeu que a máquina estava ligada e havia uma pessoa ali dentro, ou melhor, duas. Uma delas era um garoto e o outro era um adulto, com partes de animais. Ela não sabia ao certo o que fazer, apontou sua arma para o garoto e o mandou sair do módulo. O menino ficava repetindo coisas estranhas, ele dizia que o mágico, ou melhor, a morte estava atrás dele.

O módulo PRATA era uma máquina do tempo, e o intuito do programa era mandar as testemunhas para o passado, assim elas não iriam correr o risco de morte e coisas do gênero e poderiam testemunhar sem problema algum. Como procedimento padrão, uma equipe do PRATA deveria voltar ao passado e limpar quaisquer vestígios da presença do homem-animal. O problema era que Garrick estava esperando por eles. 

Apesar de velho, o mágico era um lutador surpreendente, ágil e inteligente. Ele deu conta dos agentes facilmente e com certa facilidade. O agente Laranja tentou seu último recurso, acionar a bomba presente em seu uniforme, mas nem isso foi capaz de eliminar a ameaça. Tanto Laranja quanto Garrick entraram no módulo e viajaram no tempo, de volta para o futuro, mas algo de estranho aconteceu. A consciência de Laranja se fundiu com a de Garrick e algo mais estranho ainda aconteceu com ele, agora, um dos mais temíveis assassinos do século 18 tinha o conhecimento do século 21, sabe-se lá mais o que aconteceu com ele na viagem. Savano e Riley precisam fugir de Garrick, mas essa não será uma tarefa fácil. Eles vão precisar trabalhar em equipe, e utilizar tudo que tiverem para tentar impedir os planos do assassino.

- O plano é o seguinte. Vamos correr até aquela escada dos fundos e ver aonde ela vai dar.
  - Isso é um plano? Mais parece uma ideia, ou um rascunho. Os planos têm estágios e passos. Reviravoltas imprevisíveis e coisas assim.
  - Corte o papo furado. Está pronto para o plano?
Riley assentiu.
  - Certo. No três. Corra como se o diabo estivesse atrás de nós.
E de certa forma, estava.

Aaaa, como eu adoro livros infantojuvenis. São fácies de ler e super divertidos. PRATA não foi exceção. Uma narrativa em terceira pessoa, ágil e dinâmica. O livro pode ser lido em poucas horas. As descrições são feitas na medida certa, o único, porém são os capítulos, são extensos. Como vocês podem ter percebido a história se passa em Londres em 1898 e em Londres atualmente. Ambas as épocas são incrivelmente bem descritas e organizadas.

Os personagens foram muito bem caracterizados por Eoin. Mesmo se tratando de adolescentes eles são bem inteligentes e sempre conseguem pensar em alguma saída brilhante quando é necessário, as soluções são condizentes com os personagens, ou seja, eles não parecem maduro demais ou imaturos demais para a idade que possuem. Garrick, o vilão da história, foi a obra prima do autor nesse livro. Ele criou um antagonista incrível e detestável. Ele tem um senso de certo e errado bastante distorcido, e é bastante convencido, a fé quase cega em suas próprias habilidades, mesmo que sejam formidáveis. 

No decorrer da história temos alguns flashbacks, com eles vamos conhecendo o passado dos personagens, e entendendo o porquê deles agirem de tal jeito. Isso acontece principalmente com Garrick. Conhecemos sua história, desde sua infância, e podemos até entender, de uma forma distorcida, o porquê dele achar que está certo.

A trama em si foi muito bem bacana. Eoin introduz alguns termos de física quando fala sobre as viagens no tempo, mas de uma forma bem superficial, assim qualquer criança é capaz de entender. Em hipótese alguma ele subestima o leitor, pelo contrário. Em diversos momentos o autor surpreende o leitor com o rumo que a história ta levando, você imagina diversas situações e conclusões possíveis, e ele consegue fazer tudo de uma forma que seja coerente e nada forçado.

O livro tem início, meio e fim. Mas no final da história o autor deixa um gancho para a continuação da trilogia. Não sei o que esperar do próximo, mas estou bastante ansioso. 

Recomendo esse livro para todos que gostam de um bom infantojuvenil. O tipo de livro para se ler em um tarde e passar o tempo, e que com certeza vai te trazer algo bom. Você que tem filho, ou um irmão mais novo, ou sobrinhos e afilhados, acho que PRATA é um bom livro para presente. Ficção científica para jovens quando bem feita é um prato cheio.




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