Resenha #250 - A Ordem - Stuart Daly - Editora Fundamento

Título: A Ordem
Série: A Ordem #1
Autor(a): Stuart Daly
Editora: Fundamento
Páginas: 208
ISBN: 9788539512997
Ano: 2015


- Livro recebido em parceria com a editora.

Sinopse: O ano é 1666 e a Europa está sendo varrida por uma onda de desgraças: a guerra, a fome e a peste assolam diversos territórios. Algumas pessoas acreditam que tantos males são causados por forças sombrias e malignas e que bruxas e demônios não são apenas fantasia. Por isso, ordens de caçadores de bruxas são criadas. E o jovem Jakob sonha em se juntar à tropa de elite e lutar batalhas épicas, como fez seu pai, que ele nunca conheceu. Mas logo Jakob vai descobrir que lutar contra o mal é bem mais difícil e assustador do que ele imagina. Embora ainda seja apenas um aprendiz, a primeira missão de Jakob é acompanhar os mais experientes integrantes da ordem a um castelo abandonado. Eles devem resgatar uma relíquia bíblica uma das trombetas usadas para destruir a cidade de Jericó , um artefato divino, capaz de liquidar qualquer criatura maligna. A tarefa, porém, não será fácil. No castelo, poderosas bruxas, surpresas inesperadas e inimigos mortais podem derrotar tanto caçadores acostumados a ver o mal sem disfarces quanto um jovem corajoso, porém inexperiente, como Jakob. Será ele capaz de cumprir sua primeira missão?
Fala galera! Tudo bom?

Hoje eu vou contar um pouquinho sobre a leitura de A ordem do Stuart Daly. Solicitei esse livro da editora por dois motivos: Bruxas e a capa (sim, a capa influencia). E apesar de não ter sido um livro favorito, ele se mostrou bem mais interessante do que eu imaginava, apesar de alguns pontos terem me incomodado um pouco.

Estamos na Europa em 1666. Muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo, são várias guerras, pessoas morrendo de fome, ou então pela peste. A igreja acredita que isso tudo é obra dos servos de Lucifer, ou seja, as bruxas. Não se engane, não estamos falando de mulheres queimadas na fogueira por que possuem uma verruga, mas sim criaturas horrendas que venderam sua alma em busca de poder. Para combater a esse mal que assola a terra, uma ordem de caçadores de bruxas fora criada.

Ela - se é que essa coisa abominável pode ser chama de ela - é aterrorizante. Tem olhos de lagarto e a pele é de uma textura grossa e de cor amarela como muco. Seus dentes são tão tortos e irregulares quanto às estacas de uma cerca, e ela emana uma presença do mal que poderia sufocar até mesmo o coração da Igreja Católica em Roma. 

A história nos é contada pelo ponto de vista de Jakob, um jovem de 16 anos que sempre sonhara em ser um guerreiro renomado, e não existe causa mais justa do que o exército de deus, não é mesmo? Esse sonho é a forma que o garoto achou de se sentir mais próximo do pai, que era um grande guerreiro, mas falecera quando Jakob tinha apenas 4 anos de idade. O rapaz fora criado pelo seu Tio, um dos ferreiros mais renomados da região, mas o jovem não pretendia seguir o oficio do tio. 

Jakob não tem nenhum tipo de treinamento militar, muito menos sabe como manejar um sabre, mas isso não o impediu de fugir de casa e forjar uma carta de recomendação do tio para entrar na Ordem. Graças ao prestígio de seu guardião, o jovem é agora um aprendiz da Ordem e está caminhando para um futuro incerto em busca de um antigo artefato, que está guardado por uma orda de bruxas em um castelo abandonado.

O capitão Faust beija a sua espada. "Audaces fortuna iuvat", ou seja, "a sorte favorece os bravos". Bem, nem sempre. E certamente não paga o seu funeral. Tampouco consola a família enlutada. 

Como eu disse anteriormente, o livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Jakob. A narrativa de Daly é um pouco mais rebuscada do que eu imaginava por se tratar de um livro voltado para um publico mais jovem, mas ao mesmo tempo ela é bem simples. Ela tem certa fluidez, mas apresenta algumas falhas ao transmitir o que está acontecendo. Eu sempre falo que prefiro a narrativa em terceira pessoa, e digo isso por que acho muito melhor termos uma visão "de fora" do que está acontecendo, em vez de ficar preso dentro da cabeça de um único personagem. E o que acontece nesse livro é um bom exemplo disso. Em uma determinada cena de luta, Jakob está prestes a ser atacado por uma bruxa, coisa de segundos até a criatura chegar perto dele, e o que acontece em seguida? Ele começa a observar e narrar tudo que está acontecendo com os seus companheiros. Esse tipo de situação a meu ver quebra um pouco o ritmo de leitura, afinal, quem em sã consciência vai desviar a atenção da sua morte eminente pra observar o que está acontecendo do outro lado da sala?

Por outro lado Jakob é um bom personagem e estar dentro de sua cabeça não é tão ruim assim. Ele é um personagem bem sensato e na maioria das vezes a reação que ele tem com as coisas que estão acontecendo é bem divertida, um pouco trágica e às vezes bem dramática. Como eu disse Jakob não possui nenhuma habilidade como espadachim, porém ele é um rapaz bem inteligente e não faz muitas coisas por impulso. Os personagens secundários alguns são bem interessantes, outros um tanto quanto caricatos/clichês demais. Um dos que se destacou para mim foi Armand, o espadachim francês.

O desenrolar da história é bem legal, temos uma sequência de ação bem grande o que da um ritmo acelerado pra tudo que está acontecendo. Em algumas partes fiquei até sem fôlego por tudo que estava acontecendo. A história se mostra ser mais do que eu imaginei, e fico surpreso com o desenrolar dos fatos. E então chegamos à segunda coisa que me desagradou no livro. 

Como eu disse Jakob não tem nenhuma habilidade com espadas, mas por outro lado, sorte é seu sobrenome. Perdi a conta de quantas vezes, o adversário virou as costas na hora errada, que ele tropeçou para evitar um golpe, ou que deus gritou do além e um raio caiu na cabeça de quem quer que o esteja perseguindo! (isso não aconteceu, mas vocês entenderam). Muitas coisas ativadas por pura sorte auxiliam o jovem e isso acaba sendo um pouco irritante.

É interessante ressaltar que A Ordem é um livro que mistura acontecimentos históricos reais, com coisas criadas pelo autor. Stuart é professor de história e utiliza de muitas referências históricas para compor seus personagens e as instituições/ordens mencionadas no livro.

No geral, A Ordem é um ótimo livro infantojuvenil que com toda a certeza vai agradar ao seu público! Uma ótima aventura, com muita ação, luta com espadas, mensagens de honra e aquela atmosfera medieval que eu adoro.


Por hoje é só.
Forte abraço e até a próxima! :D


19 comentários :

  1. Não conhecia o livro, mas adorei a premissa e apesar das suas ressalvas, acho que será uma ótima leitura. Mais um livro para a minha lista sem fim.
    Normalmente eu fujo de histórias envolvendo o mundo sobrenatural para o publico infanto-juvenil, pois muitas vezes eles possuem um teor romântico que não me agrada muito. Não costumo ter paciência para casais adolescentes que enfrentam mil coisas para ficar juntos e bla, bla, bla. Mas como eles não resumem o gênero, sempre gosto de ver livros como esse, que focam nas aventuras do personagem e o mundo a sua volta.
    O principal chamativo para mim, fora a capa, que admito ter gostado bastante, foi a época em que o livro se passa e seu cunho histórico. Gosto de livros que misturam fatos reais e ficção, pois possuem um diferencial que me encanta.
    A narrativa em primeira pessoa nem sempre me agrada exatamente pelos pontos que apontou. Ela limita nosso ponto de vista e pode parecer inconsistente em certas ocasiões e se o narrador for um personagem insuportável isso pode acabar com um livro.
    Por sorte, nosso protagonista Jakob parece ser muito agradável e tirando a sorte importuna que ele tem, acho que a narrativa não seria muito cansativa, já que a simpatia que nutrimos pelo narrador em primeira pessoa que determina isso.
    Em suma, parece um livro bom e espero que os próximos volumes apresentem uma evolução. Adorei a resenha.
    Abraços

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  2. Não conhecia o livro e fiquei querendo muito ler, apesar dessas falhas. Gosto muito de livros infantojuvenis que tenham ação, que sejam de uma outra época, que na história o autor misture ficção com acontecimentos históricos, reais, e que tenha sobrenaturalidade. Isso de tudo de bom acontecer com o Jakob por sorte é realmente muito irritante e coisa que não vai acontecer e Jakob vendo tudo ao seu redor num momento desses também é uma coisa que não tem possibilidade de acontecer. Com certeza vou ler.

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  3. Olá, Gabriel.
    O principal ponto que me chama a atenção na obra é a mistura fatos históricos com fantasia. Isso, geralmente, gera bons enredos e, se bem trabalhados, bons livros.
    Porém, dois pontos na sua resenha me desanimaram um pouco na leitura: a narração em primeira pessoa (também prefiro em terceira) e o protagonista contar sempre com a sorte. Na vida real, a sorte não está sempre do nosso lado. Logo, isso certamente irrita.

    Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de outubro. Serão seis livros para três vencedores.

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  4. Oi Gabriel, não conhecia o livro e fiquei interessada, não só para mim, como para meus filhos. Acho ótimo esta mistura de fatos reais com outros criados pelo autor. Dica anotada!
    Bjs, Rose.

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  5. Hello!
    Primeira vez que escuto falar do livro A Ordem de Stuart Daly, e achei a capa ate bonita, meio misteriosa e tal.
    Sobre a narrativa, eu ate gosto qdo é a primeira pessoa, gosto mais qdo é alteranda entre mais pessoas.
    Bacana que a historia é com mta ação, a ponto de te deixar sem folego, hehe...mas te entendo qdo fala q essa "sorte" exacerbada do protagonista cansa ne? Afinal, ele nao pode morrer e ao mesmo tempo nao sabe usar a espada, entao o jeito é contar com a sorte hehe.
    Bom, eu leria o livro, gosto de fantasia, aventuras.
    Beijos.

    https://meumundinhoficticio.blogspot.com.br

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  6. Olá, Gabriel. Eu estudei recentemente algo relacionado à pestes, guerras e mortes que aconteceram próximo ao ano de 1666, claro que não foi nada sobrenatural que aconteceu na realidade, mas logo assimilei o acontecimento real com a ficção presente no livro. Então, eu curto bastante essa proposta sobrenatural, com bruxas, presente no livro, logo encantei-me pela estória, ainda mais unido à uma leitura infantojuvenil. Decepcionei-me um pouco pelas 3 estrelas dadas apenas, mas não desanimei para a leitura.

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  7. Gostei bastante da história deste livro,não conhecia,mas fiquei curiosa em ler, também achei a capa muito bonita,espero poder ler.
    bjs

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  8. Olá Gabriel, na escola estudamos muito sobre guerras e pestes principalmente em historia e na maioria das vezes são ocorridas nesse tempo então comparamos este livro com a nossa realidade, mas eu curto muito estorias desse gênero! Bjs

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  9. Oi Gabriel! Já tinha ouvido falar do livro antes, mas nunca havia parado para ler uma resenha dele. E confesso que ele me chamou bastante a atenção, não só pela capa, mas por sua premissa. Achei bacana o autor ter feito essa mistura entre o real e o fantasioso, como bruxas e outros seres sobrenaturais. Em livros assim, também prefiro uma narração em terceira pessoa, porque assim o autor explora mais outros pontos da estória. Mas apesar disso, irei procurar pelo livro, com certeza me parece ser uma ótima leitura!
    Beijos!

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  10. Vou ser bem sincera porque não me interessei pela história e olha que temáticas com fantasia geralmente são uns dos meus gêneros preferidos mas esse livro não teve aquele impacto pra min e por isso eu passo esse leitura.

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  11. Eu até curti essa premissa do livro, mas me incomodou uma coisa. Veja bem, mesmo que seja literatura, o livro conta que tudo de ruim que aconteceu naquela época foi por causa de bruxas e essas ditas bruxas mereceram morrer na fogueira. Querendo ou não foi algo que aconteceu e as pessoas naquela Epoca usavam esse tipo de desculpa pra queimar inocentes. Conheço católico que até hoje diz que a ICAR fez o que fez porque foi preciso. Ah, sei la. Sei que parece besteira, mas eu não gostei muito desse livro. Eu (minha opinião( não leria.

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  12. Por mais que eu ame livros históricos não me atrai nadinha essa coisa de bruxas :/ Desculpa, mas é muita fantasia para mim hahaha Por isso não consigo encontrar nada de muito interessante nesses livros!

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  13. Eu adoro a editora Fundamento, eles sempre tem otimos livros, esse eu não conhecia mas pela sua resenha sei que irei gostar.Gostei da capa e eu adoro livro que tem lutas de espadas com ação, já o coloquei na minha lista

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  14. Gabriel,esse livro parece prometer uma aventura e tanto,primeiro porque tem temática histórica,relata guerra,fala de passagens bíblicas,só nos resta saber se Jakob sairá bem em sua missão.

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  15. Oi Gabriel!
    Bom não gostei muito da capa do livro ( sim, eu sou bem seletiva com capas de livros ), mesmo não sendo muito o meu genero, a premissa me pareceu bem interessante, uma coisa que me chamou muito atenção foi o fato do autor misturar casos reais com ficção, sério isso foi uma ideia ótima, ainda mais pra mim que adoro história. Também não gosto muito quando os personagens principais tem sorte demais, parece que tudo o que conquistaram não foi por mérito deles, e quando isso se torna repetitivo no livro, é desanimador continuar com a leitura, mas enfim, ótima resenha, parabéns, bjos.

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  16. Sua resenha está muito boa, mas sinceramente não me interessei muito por esse livro, pois ele não faz muito meu estilo de leituras e por esse motivo no momento não pretendo lê-lo, mas, quem sabe futuramente eu mude de ideia e resolva dar uma chance ao livro.

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  17. A resenha ficou ótima, leria esse livro pelo fato de amar livros com historias antigas. Seculo XVII é um ótimo seculo para desenvolver uma historia.

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  18. Esse livro tem tudo junto os assuntos que eu mais gosto de ler. É de época, fala sobre guerra, a peste e bruxos. Tem como ficar melhor? Leria sem dúvida.

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Comente, ficarei muito feliz em saber sua opinião!!!

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