Resenha #292 - Rebelde - Amy Tintera - Galera Record


Título: Rebelde
Autor (a): Amy Tintera
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501401106
Ano: 2016


- Livro recebido em parceria com a Editora


Sinopse: Wren Connoly acreditou que seu lado humano tivesse ficado para trás no instante em que ela morreu... e voltou à vida como Reboot em surpreendentes 178 minutos. Com uma força extrema e treinada para ser o soldado perfeito, Wren precisou fugir da CRAH, Corporação de Repovoamento e Avanço Humano, para salvar Callum 22, o rapaz que lhe mostrou ser possível ter emoções, compaixão e até amor, sendo Reboot.Após terem escapado da CRAH, Wren e Callum estão prontos para recomeçar a vida em paz, na reserva Reboot. Mas Micah, o Reboot que comanda o local, tem planos malignos em mente: dizimar os humanos da Terra. Micah vem construindo um exército Reboot há anos, e finalmente está pronto para iniciar ataques às cidades. Agora que fugiram, Wren e Callum precisam decidir se ficam ao lado de Reboots ou se abandonam tudo e vivem longe da guerra. Aos poucos, os dois percebem que só há uma alternativa: precisam se tornar rebeldes.
"Todos me conhecem pelo número de minutos em que estive morta. Eles pesam que isso define quem sou. Pensam que podem me controlar. Eles estão muito engados."

Rebelde é a continuação de Reboot livro de estreia da autora Amy Tintera. Li Reboot ano passado e tive que amargar a espera de um ano para poder ler a continuação dessa distopia que me surpreendeu não somente pela boa história e por seus personagens, mas por ter uma narrativa empolgante, rápida e envolvente.

Boa parte da população do Texas foi dizimada por um vírus mortal, e a população sobrevivente entrou em choque quando seus mortos começaram a voltar à vida. Não somente quem era vitimado pelo vírus, mas quem era morto e já tinha contraído o vírus, voltava à vida, só que não como um humano normal. Eles voltavam mais fortes, mais rápidos, com a capacidade de regeneração quase que instantânea. Eram praticamente invencíveis. E quanto mais tempo eles permaneciam mortos menos humanidade lhe restavam. A essa "nova espécie" deram o nome de Reboot. 

Cada Reboot era conhecido pelo número de minutos que permaneceu morto. Eles eram marcados, e levavam no pulso o número capaz de gerar pânico quanto maior fosse. Os Reboots eram controlados pela CRAH, Corporação de Repovoamento e Avanço Humano, ou pelo menos a CRAH acreditava poder controla-los.

Wren é uma 178, que foi morta aos 12 anos com três tiros no peito. Ela sempre fora a menina dos olhos da CRAH, obedecendo cegamente às ordens da Corporação. Isso até conhecer Callum, um 22, que é considerado praticamente um humano. Juntos desafiaram a CRAH após descobrirem as experiências que a organização estava fazendo com os Reboots, uma dessas experiências quase transformou Callum em um "comedor de carne humana" e vitimou a única amiga de Wren.

Wren invadiu uma instalação da CRAH em busca do antídoto para Callum e libertou mais de 100 Reboots das garras da organização. Agora eles estão à busca de uma Reserva de Reboots, um lugar onde humano não é bem vindo. Um lugar onde eles acreditam poder viver em paz com a sua espécie e longe da CRAH. Mas nem tudo são flores, logo eles percebem que o inimigo pode estar em qualquer lugar e não necessariamente são humanos.

É justamente nessa parte que começa Rebelde, Wren e Callum, mais cerca de cem Reboots desembarcam na Reserva que é administrada por Micah, um Reboot que possui ideias bem particulares em relação a raça humana, ou o que sobrou dela. Há tempos Micah vem preparando um exército Reboot, para atacar as cidades. As práticas de Micah para conseguir novos Reboots são bem questionáveis e vão contra tudo aquilo que Callum acredita.

Nesse segundo livro a autora deixa claro que apesar de um Reboot com um número alto imponha medo; respeito e liderança não tem nada haver com um número, é questão de carácter, tem haver com aquilo que você acredita, e pelo que acha certo lutar. Callum nos mostrou que apesar de ser um 22 ele possui uma força de carácter e um espirito de liderança nato, que nem ele mesmo sabia que existia.

Callum não consegue entender o ponto de vista de Micah em relação aos humanos, e seus sentimentos em relação à Wren sofre certo abalo, quando Wren releva que ela entende a lógica de Micah. Desde o surgimento dos Reboots eles são tratados como uma aberração e desprezados pelos humanos. Para Micah a única saída é transformar todos os humanos em Reboots, só assim eles alcançariam a paz.

Wren e Callum agora possuem dois inimigos, eles terão que lutar contra a CRAH que ainda possuem Reboots sob sua custódia e contra Micah e seus planos de exterminar a raça humana. Apesar de muitas vezes questionar se vale a pena lutar pelos humanos, Wren nos mostra ter muito mais sentimentos do que aparenta. Callum com toda certeza é uma grande influência para ela.

A história de Rebelde gira em torno dos conflitos contra a CRAH e o Reboot Micah e seus simpatizantes. Apesar de termos o romance entre Wren e Callum ele é algo sutil, não é o principal desse livro, o sentimento que existe entre os dois é o que aproxima Wren da humanidade, é o que faz com que ela pense antes de matar alguém, é o que a mantém firme em seus propósitos.

A narrativa do livro é em primeira pessoa e intercalada, ora temos o ponto de vista de Wren, ora temos o de Callum. A autora conseguiu me deixar sem respirar durante alguns segundos durante um capítulo quase no final do livro, isso sinceramente não se faz, pura maldade.

A história é bem fechadinha, é claro que como uma boa distopia alguns personagens carismáticos morrem, eu já estou tão acostumada que nem sofro mais (#SQN). Callum já tinha me conquistado no primeiro livro, nesse ele me arrebatou, é um personagem carismático, que sempre acredita no melhor das pessoas. 

Amy conseguiu em meio a um cenário caótico, criar um romance improvável, que foi  o estopim para as mudanças no comportamento de Wren, e que foi também a salvação para ambas as espécies. Com uma narrativa empolgante e cheia de ação, mesmo a premissa não sendo muito inovadora e final sendo bem previsível, o livro me ganhou, conseguiu me prender do começo ao final e não me desapontou. Se você como eu ama distopias, tem que dar uma chance para Reboot e Rebelde de Amy Tintera.

"Eu não me importava.
Eu não me importava.
Eu não me importava.
E deixei escapar um grito de frustração ao soltar seu pescoço, curvando-me ligeiramente para trás... Passei uma das mãos pelos olhos e percebi que estavam úmidos... Pensei em matá-lo, mas desisti novamente, sendo vítima da mesma sensação nojenta. Eu poderia matar alguém simplesmente por ser mais forte? Eu era esse tipo de pessoa?
Não. Eu não era esse tipo de pessoa."



12 comentários :

  1. Ficou meio perdida, que história frenética, olhando a capa do livro eu não compraria jamais, mas pela resenha eu penso diferente, se trata de uma história curiosa e misteriosa, mas ao mesmo tempo romântica, quero conferir os livros

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  2. Ainda não deu pra ler o primeiro, mas gostei muito da ideia e esse segundo parece que valer a pena. Mesmo tendo coisa batida e final previsível. Acho que é o tipo de história que prende mesmo e vale o tempo que leu. Quero conferir também =)

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  3. Li resenhas boas e nem tão boas sobre Reboot, o que me deixa meio que em dúvida se deveria ou não dar uma chance a série, mas parece que Rebelde é uma boa continuação e cheia de acontecimentos. Fico curiosa em relação aos personagens, e como o romance entre os protagonistas humaniza Wren, mesmo sendo sutil. Não sei se irei ler, mas não descarto a ideia.
    Abraços

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  4. Quando o primeiro livro lançou fiquei eufórica para comprá-lo e saber mais sobre a história. Por ser a doida das distopias não podia ficar por fora desse livro mas aí que eu comecei a ler varias resenhas com críticas negativas e desanimei. Acho a capa do primeiro livro linda, porém essa não tanto. Agora lendo a sua resenha da continuação sendo positiva me fez ter vontade de ler o primeiro. Vou ver se adquiro logo ele antes que eu desanime de novo. Obrigada :D

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  5. :O :O Quero, agora! Parece exatamente o tipo de história com o qual amo me deliciar kkk

    ❥Blog:Gordices Literárias

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  6. Eu gosto muito de distopia.
    E nem preciso dizer o quanto eu amei esse livro, parece ser muito bom, parei algumas vezes durante a leitura da resenha para respirar, por que essa estória deu a entender que é simplesmente perfeita para mim.
    Gostei da descrição dos personagens, essa coisa toda com os números é sinistra mas muito legal também. When e Callum parecem ser personagens muito fortes que lutam pelo que acredita e isso já me cativou neles.
    Vou pesquisar o livro anterior e vou desfrutar dessa leitura.
    Boa Tarde.

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  7. Oi Patty!
    Eu ainda não li o primeiro livro, mais tenho uma amiga que ama a série e me recomendou muito ele, normalmente só leio depois da que a série esta toda lançada para não sofrer esse mal de ter que esperar. Fico feliz que a autora não sofreu da "maldição do segundo livro", que muitas autoras sofrem e que o livro continua tão bom quanto o primeiro.
    Bjs

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  8. Oi!
    Conheci essa serie recentemente mas ainda não tive oportunidade de ler, mas achei a historia do primeiro livro bem interessante e com esse livro não foi diferente, gostei muito dos personagens e das questões que esse livro acaba levantado em cada um dos personagens e quero muito ler essa serie !!

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  9. Eu tenho o primeiro na minha lista mas ainda não o comprei.
    Achei muito legal que a autora conseguiu fazer um ótimo romance, outra coisa que gosto é a intercalação dos pontos de vista assim dá a chance de conhecermos melhor os personagens e o que eles sentem.
    Ótima resenha e me deixou com ainda mais vontade de ler Rebelde

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  10. Interessante a autora usar novos termos para algo que já é tão conhecido nos livros, uma distopia que cumpre o que promete, caos e mudanças, uma guerra se formando e tendo mortes e surpresas.
    Realmente a continuação demorou muito o que fez com que eu esquecesse um pouco dessa história, vou esperar estar encerrada (acredito que seja uma trilogia), para poder começar e terminar de uma vez, assim não preciso ficar esperando.
    A autora mostra bem o que pessoas motivados por seus próprios interesses são capazes de fazer, que em todos nós há um pouco de médico e monstro, o melhor na minha opinião é focar na ação e deixar o romance sutil como foi nesse segundo volume. Muito boa a resenha.

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  11. Ahhh. Socorro, preciso me adiantar. Eu comprei o primeiro livro mes passado e ainda nao li, mas to morrendo de vontade. Adoro distopias e a estória me atraiu bastante, nao sabia que ja tinha o segundo, preciso ler logoo reboot!

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  12. Só de ler essa frase na capa eu já compraria o livro.
    Cada vez que ouço falar de vírus/mortos voltando a vida, não consigo desvincular meu pensamento de The Walking Dead.
    Mas sua resenha me deixou curiosa. Seria como se os "zumbis(só que não zumbis)" fossem os mocinhos?
    Interessante, muito interessante. Com certeza vou querer ler.

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