Resenha #317 - A Mediadora: Lembrança - Meg Cabot - Galera Record



Título: A Mediadora - Lembança
Série: A Mediadora #7
Autor(a): Meg Cabot
Editora: Galera Record
Páginas: 399
ISBN: 978-85-01-07156-9
Ano: 2016

* Livro cedido em parceira com a editora.

Meg Cabot retorna com uma divertida e sexy continuação da saga de Suzannah Simon, a menina que via fantasmas... e os ajudava a passar para a luz Agora, mais velha e experiente, tudo que Suze quer é causar uma boa impressão no primeiro emprego desde sua formatura — e desde o noivado com o Dr. Jesse de Silva, ex-espírito e sua alma gêmea. Como não bastasse, um fantasma de seu passado resolve aparecer. E esse não é um espectro que ela possa mediar. Afinal, Paul Slater está bem vivo, milionário e, ainda por cima, é o novo proprietário da antiga casa de Suzannah. Aquela na qual conheceu Jesse. Isso não seria um problema se ela não tivesse acabado de descobrir que uma antiga maldição poderá transformar seu amado num demônio, caso seu antigo local de descanso seja demolido, como Paul pretende. Agora ela precisa dar um jeito em Paul, que a está chantageando sexualmente — isso mesmo... ou ela dorme com ele, ou perde Jesse —, enquanto tenta ajudar uma caloura assombrada por uma menininha muito poderosa... 




Voltei 15 anos no tempo. Lembro perfeitamente bem todas as emoções que senti ao ler A Mediadora: A terra das sombras, o primeiro volume dessa série maravilhosa!

Assim que eu soube que teria uma continuação, um livro que se passaria 5 anos depois do último volume, A Mediadora: Crepúsculo, eu surtei, óbvio.

Prometi a mim mesma que faria ou um vídeo ou um post comemorativo dessa série, então, podem me cobrar! Mas antes, vamos a resenha desse livro que, claro, não podia ser nada além de maravilhoso.

Tudo que Suzannah Simon sempre quis foi viver em paz com seu noivo e conseguir uma boa impressão no seu novo emprego para que ela possa ser contratada permanentemente e paga por isso.

Quando um fantasma de seu passado volta pra tornar a vida dela ainda mais bagunçada do que já está, Suze precisa lidar com ele de uma forma um pouco diferente do que está acostumada, já que esse fantasma em particular está bem vivinho. Paul Slater, agora está milionário e dono da antiga casa onde Suze morava, a casa na qual ela conheceu Jesse e se apaixonou por ele.

Tudo estaria bem se não fosse pelo pequeno fato de que Paul pretende demolir a casa e, claro, caso isso aconteça Jesse virará um demônio. Agora Suze vai ter que fazer de tudo para que Paul, que a está chantageando sexualmente não faça isso.

E como se não bastasse, o fantasma de uma menininha está assombrando uma das alunas da escola na qual Suze trabalha e ela precisa lidar com esse pequeno poltergeist antes que ele acabe matando alguém.

A princípio, quando comecei a ler o livro, fiquei com medo de encontrar aquela narrativa dos 6 primeiros volumes bastante adolescente e cheia de gírias, mas, claro, que besta eu fui. Meg não amadureceu só os personagens, mas como também a narrativa, que desde o primeiro volume é em primeira pessoa, tendo nossa querida Suzannah como narradora.

Claro que desde os primeiros livros, lá quando eu tinha uns 13 anos, eu já morria de rir com Suze, e devo dizer que ela não mudou muita coisa nesses aninhos que se passaram.

Ainda corajosa, desbocada, completamente louca por moda, encrenqueira e durona, vamos acompanhando toda a vida de Suze depois da formatura e em seu primeiro emprego que, acreditem, é na Academia da Missão, que ironia, né?

Seu relacionamento com Jesse vai de vento em popa, mesmo ele fazendo o voto de castidade até o dia da noite de núpcias, o que deixa Suzannah doida e a faz pensar se quem tem um demonio no corpo é ela, ao invés do noivo que acha super normal ter relações íntimas apenas depois do casamento.

Foi ótimo ver também, os meio-irmãos de Suze, o que aconteceu com todos, o que eles estão fazendo, o que o Dunga, quero dizer, Brad, está fazendo, sinceramente não me impressionou muito, sempre soube que ele acabaria exatamente daquele jeito.

David (Mestre) e Jake (Soneca) também participam deste sétimo volume, mesmo que com rápidas aparições, assim como a mãe e o padrasto de Suze, Andy.

E, claro que como toda protagonista, as melhores amigas não poderiam faltar, Cee Cee e Gina, além de Adam.

Ler esse sétimo livro foi tão nostálgico que não me aguentei e reli todos os seis livros, é, fiz isso, e como sempre, como todas as vezes que li essa série, li bem rápido e ri horrores.

Suzannah é uma protagonista fora do comum. Seu jeito durão e bastante feminista é pra lá de hilário. Seu pavio curto e sua boca suja apenas trouxeram uma personalidade mais forte e mais madura pra personagem.

Mas, claro que como todo livro, precisamos de um vilão, mas pra mim, Paul Slater nunca foi um vilão, ao contrário da Suzannah que acha que Paul é o filho de satã, senão o próprio Satã, pra mim Paul é o tempero secreto da trama. Lindo, inteligente, seguro de si e com um toque de maldade, ele dá um up na história.

Acho engraçado que Meg conseguiu construir um personagem com um toque de psicopata sem parecer um. Pra quem já leu todos os livros anteriores, desde que Paul entra em cena, no quarto livro da série, ele demonstra seu interesse e sua paixão um tanto doentias pela Suzannah, mas isso, de modo algum é cansativo ou psicótico, talvez por ele demonstrar essa paixão de forma hilária ou de forma que todo cara safado sempre faz, mas Paul é uma peça essencial nessa história e fiquei bastante feliz em ver que ele não mudou muito, apenas nos revela um segredo e tanto, ou acho que nesse caso, fofoca é mais adequado.

E Jesse? Ah, o Jesse. Sei que muitas adolescentes suspiraram muito por ele, mas eu, sinceramente, nunca fui tão devota dele, como eu bem já deixei claro, sou muito mais o Paul, mas não posso negar o charme latino e sedutor de Dr. Hector "Jesse" de Silva. O cara tem seus talentos.

Embora ele tenha me irritado bastante durante a leitura com os seus "Suzannah, só depois do casamento", "Suzannah, não posso fazer isso com você. Lhe devo respeito" e blá-blá-blá, ainda assim o cara é, como Suzannah diz mesmo? Gostoso pra cacete com seu espanhol e sua crença religiosa.

Padre Dom, nosso dignissimo padre boa pinta também nos dar o ar da sua graça - literalmente - foi bom ver que o velho padre ainda tem esperanças de Suzannah passar a resolver mais as coisas numa conversa civilizada do que na porrada, mas o que mais ele pode fazer, né? Ele é padre, é isso que ele faz, acredita sempre no melhor das pessoas, pena que no caso da Suzannah, qualquer um que a conheça sabe que ela jamais vai pensar antes de dar um belo soco.

Pra quem tinha medo de encontrar uma trama chata e sem conteúdo, podem ir com tudo galera, o livro é repleto de sarcasmo, um enredo misterioso que faz voce grudar no livro até descobrir tudo, com seus momentos sexys e picantes, afinal os personagens já são todos maiores de idade, né?

Eu sempre recomendei essa série e agora, depois esse livro maravilhoso, recomendo mais ainda. Vão fundo e sem medo, pípól, tia Meg nunca decepciona a gente!

Leiam e se apaixonem por essa série maravilhosa como eu me apaixonei há tantos anos atrás...
Deus, to velha!


3 comentários :

  1. Sempre morri de vontade de ler essa saga de livros, mas nunca tive oportunidade! Quero muito ler, acho a Meg uma ótima escritora!
    Adorei sua resenha! Beijinhos <3
    Livros, Amor e Mais

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  2. Essa série é tão gostosa de ler né? E a história de cada livro, mesmo sendo pequena é um negócio de comer páginas porque a personagem é demais! Adorei o fim da série mas deu vontade de ter mais pra ler e que alegria ver mais um saindo. E o melhor, amadurecido e ainda com essa personagem encantadora. Espero que seja bom mesmo, quero muito ler. Nostalgia demais não é verdade? =D

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  3. Que capa linda,amei,adorei a resenha, quero muito ler esse livro.

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